Cinema > Críticas > Crítica “Disparos”
Enviado 22/11/2012 8:00 am por Pipoca Gigante no responses

“Disparos”

 

Título Original: “Disparos”.

Gênero: Ação.

Origem: Brasil.

Duração: 82 Minutos.

Ano de Lançamento: 2012.

Elenco: Gustavo Machado, Caco Ciocler, Julio Adrião, Thelmo Fernandes, Ernani Moraes, Dedina Bernadelli, João Pedro Zappa, Cristina Amadeo, Babu Santana, Shirley Cruz, Bruno Gomes Luiz e Silvio Guindane.

Roteiro: Juliana Reis.

Direção: Juliana Reis.

 

Juliana Reis no set com Caco Ciocler, Gustavo Machado e Thelmo Fernandes ao fundo

Em seu primeiro trabalho à frente de um longa metragem, a diretora Juliana Reis apresenta no Festival do Rio 2012 um dos melhores filmes exibidos na mostra até agora, “Disparos”.

Baseado em fatos violentos do nosso corriqueiro dia-a-dia no Rio de Janeiro, Juliana costura uma colcha de histórias em seu roteiro, tendo como eixo principal o atropelamento intencional de um motoboy por um cidadão na tentativa de ajudar uma pessoa que estava sendo assaltada pelo “trabalhador”.

Gustavo Machado mais uma vez interpreta um fotógrafo no cinema. Henrique (Gustavo Machado), vítima do assalto, de um momento para o outro se vê acuado e acusado de negligência de socorro por um PM, já que também fugiu do local após o atropelamento. O fotógrafo então é levado à delegacia para ter seu depoimento tomado pelo Inspetor Freire, vivido por Caco Ciocler. A partir desses eventos, a noite de Henrique passa a ser um pesadelo.

Gustavo Machado parece ter gostado de ter vivido um fotógrafo em "Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios"

A história é muito interessante e, até certo ponto, o roteiro também. O porém fica por conta de alguns personagens, totalmente dispensáveis: a chata e irritante mulher (ou namorada) de Henrique, Bia (Cristina Amadeo), por exemplo, não faz nenhuma diferença na narrativa, não agrega nenhum valor e nem faz parte da premissa de mais uma história violenta na trama. O mesmo pode ser dito de Guto (João Pedro Zappa), assistente de Henrique, também desnecessário. Não há nenhuma relevância dramatúrgica para esses personagens. Se eles não existissem, a história do filme seria contada da mesma forma, porém de forma mais curta (ou seja, sem encheção de linguiça) e muito melhor.

 

Apesar de pouco explorada, a personagem de Dedina Bernadelli é importante na história

Nessa colcha de retalhos, é fácil identificar os estereótipos da nossa sociedade: o policial cafajeste, a mulher bem intencionada e cansada da violência, o PM que não quer ouvir os fatos, a gringa preocupada com o pobre e encantada pelo negro, o médico que já viu de tudo e não sente mais nada, e por aí vai.

Como cinemão nacional, vale a pena ser assistido. O filme tem uma divisão conceitual bastante singular, baseada em momentos de uma fotografia (abertura, exposição, disparo e revelação), e uma história bem contada. Entretém, diverte e ainda faz uma denúncia da violência urbana.

“Disparos” fez parte da programação do Festival do Rio 2012. Confira aqui a nossa cobertura completa do evento.

Assista  ao trailer de “Disparos” abaixo:

 

 
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