Cinema em casa > Colunas > Cinema em Casa – Parte 4
Enviado 04/04/2015 9:00 am por Pipoca Gigante no responses

 

A cada coluna Cinema em Casa trazemos um novo lote de filmes inéditos no Brasil para você. Este é o espaço do Pipoca Gigante dedicado às produções cinematográficas que não encontraram espaço nas salas de cinema no país.

Aqui destacamos filmes lançados comercialmente no Brasil, só que direto no mercado de home vídeo (locadoras, NOW, TVs a cabo, Netflix e afins).

Não esqueça de conferir as edições anteriores da coluna neste link. Vamos às novidades:

 

“Sem Gravidade… Sem Cérebro” (Space Station 76)

Apesar do título em português indicar uma comédia besteirol, esta é na verdade uma criativa produção. A proposta é criar uma ficção científica espacial, mas como se produzida na década de 1970. Ou seja, muitas luzinhas piscando nos painéis de controle! O gênero também poderia ser apresentado como uma comédia amarga e dramática, sendo definido nos EUA como “Tempestade de Gelo” (1997) no espaço.

Liv Tyler interpreta uma funcionária recém-chegada na estação espacial, que balança a estrutura pré-estabelecida da equipe. Completando o elenco, Patrick Wilson como um Capitão durão que esconde um segredo e Matt Bomer como Ted, um mecânico com mão biônica, infeliz no casamento.

 

“Os Mais Jovens” (Young Ones)

Outra ficção científica, esta exibida no Festival do Rio 2014. Trata-se do filme de estreia do cineasta Jake Paltrow (que criou o roteiro e dirigiu), irmão da atriz Gwyneth Paltrow. A trama se passa num futuro desértico, no qual a água é escassa e um item de extrema raridade. Michael Shannon (“O Homem de Aço”) protagoniza como um fazendeiro, pai de dois jovens, que ainda possui esperança de fertilizar suas terras áridas.

O filme tem ares também de um faroeste. Sua filha mais velha (papel da talentosa Elle Fanning) se envolve com um jovem trapaceiro, interpretado por Nicholas Hoult (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). Kodi Smit-McPhee (“Planeta dos Macacos: O Confronto”) vive o filho mais novo do protagonista, que sai numa jornada para dar continuidade aos esforços do pai. Esta é uma produção interessante.

 

“Complicações do Amor” (The One I Love)

Está sendo uma tendência nesta lista, filmes que utilizam elementos de ficção e fantasia, categoria na qual este próximo filme também se encaixa. Apesar do título (tanto em português quanto no original) apresentar algo como um drama ou comédia romântica, esta produção vai  muito além, acredite. A ponto de o quanto menos souberem da história, melhor.

Mark Duplass (“Renascida do Inferno”) e Elizabeth Moss (da série “Mad Men”) são um casal em crise no relacionamento. Seu terapeuta (papel do veterano Ted Danson) recomenda que passem um fim de semana relaxando em sua casa de veraneio. Uma vez lá, coisas fantásticas e misteriosas começam a ocorrer. A criatividade impera. Este é um filme fascinante.

 

“Os Desconectados” (Disconnect)

No espírito do recente “Homens, Mulheres e Filhos”, esta produção é outra que pega o mote da “vida virtual afetando a vida real”. A estreia em longas de ficção do documentarista Henry Alex Rubin (“Murderball”), no entanto, foi produzida antes do filme de Jason Reitman. As semelhanças também acabam no tema, pois “Desconectados” é uma obra mais voltada ao suspense.

Algumas histórias se entrelaçam ao longo da projeção, todas fazendo uso do tema citado. Jason Bateman interpreta um pai de família tão focado no trabalho que negligencia o filho, vítima de bullying. Andrea Riseborough interpreta uma jornalista investigando um esquema de prostituição online. Alexander Skarsgard e Paula Patton vivem um casal vítima de fraude, que decidem confrontar o criminoso que os roubou.

 

“Sem Rumo” ou “Sonhos à Deriva” (Rudderless)

Estreia na direção do ator William H. Macy, este é um drama positivo e bonito sobre recomeços. Billy Crudup (“Watchmen: O Filme”) protagoniza como um publicitário bem sucedido encarando a trágica perda do filho adolescente. O sujeito larga tudo e decide morar num barco, vivendo de subempregos.

Quando descobre uma fita contendo canções escritas pelo filho, o destino o empurra para uma banda, onde conhece e cria amizade com o líder, papel de Anton Yelchin (“Star Trek: Além da Escuridão”). Este é também um filme musical, com excelentes canções rock / folk escritas para a obra. A música é a terapia. As cidades de Oklahoma e Guthrie, no estado do Oklahoma, onde a produção foi filmada, ganham enorme vida compondo o filme.

 

“O Universo no Olhar” (I Origins)

Este é o novo filme da dupla Mike Cahill e Brit Marling, uma das mais proeminentes do cinema independente norte-americano atual. Assim como no excelente “A Outra Terra” (2011), Cahill dirige enquanto Marling estrela, mas desta vez apenas o cineasta assina o roteiro. Michael Pitt (da série “Boardwalk Empire”) protagoniza como um biólogo molecular. Em uma festa, o sujeito se apaixona por uma belíssima mulher (papel da espanhola Astrid Bergès-Frisbey, de “Piratas do Caribe 4”).

Após um trágico e bizarro acidente, ele faz uma descoberta que irá mudar para sempre a ciência, misturando-a com elementos espirituais. Através de suas pesquisas, ele descobre ligações genéticas idênticas, providas pelos olhos, de pessoas separadas por continentes e gerações. Brit Marling interpreta sua companheira de trabalho, num papel coadjuvante.

 

“V/H/S”

Aqui temos uma coletânea de contos de terror, todos gravados através de imagens de câmera de vídeo – daí o título do projeto. Diversos cineastas comandam os variados segmentos, dentre os quais se destacam Ti West (dos ótimos “A Casa do Diabo” e “Hotel da Morte”) e Joe Swanberg (“Um Brinde à Amizade” e “Um Novo Começo”). A trama central gira em torno de um trio de criminosos contratados para recuperar uma fita VHS numa casa teoricamente abandonada. No local, eles começam a assistir às gravações, mostrando ao público estes segmentos.

Vemos, por exemplo, um encontro que sai muito errado, quando uma jovem mulher não é o que aparenta ser. Em outro conto, um casal começa a ser assediado em seu quarto de hotel por uma estranha figura durante as madrugadas. Ainda em outro segmento, uma mulher se queixa para o namorado distante de assombrações em seu apartamento, através de uma webcam. O filme gerou duas sequências, “V/H/S/2” (2013) e “V/H/S: Viral” (2014).

 
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