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Enviado 27/08/2015 4:44 pm por Pipoca Gigante no responses

“Expresso do Amanhã”

 

 

 

Título Original: “Snowpiercer”

Gênero: Ficção Científica / Drama / Ação.

Origem: Coreia do Sul / República Checa / EUA / França.

Duração: 126 Minutos.

Ano de Lançamento: 2013.

Elenco: Chris Evans, Song Kang Ho, Octavia Spencer, Ko Asung, Tilda Swinton, Jamie Bell, John Hurt, Alison Pill, Ed Harris.

Roteiro: Bong Joon Ho, Kelly Masterson.

Direção: Bong Joon Ho.

 

 

Por Pablo Bazarello 

 

A Última Luta de Classes

Lançado em 2013 em alguns países asiáticos (Coreia do Sul, Taiwan e Tailândia) e na França, passando por outros tantos como EUA e Reino Unido em 2014, “Expresso do Amanhã” finalmente faz sua parada no Brasil – depois de uma temporada de incógnita sobre um possível lançamento direto em vídeo. Muitos já assistiram (você sabe por qual meio) e o hype igualmente precedeu a obra, elogiada e enaltecida como uma das melhores produções cinematográficas do ano passado – lista na qual deverá figurar igualmente este ano.

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Não deixa de ser uma conquista conseguir lançar a obra nas salas de cinema, mesmo que em poucas, afinal “Expresso do Amanhã” realmente não é um filme para muitos. Passada no futuro, a trama apresenta um mundo congelado após um grande acidente global. Os poucos sobreviventes, uma porcentagem ínfima, são tudo o que restou da humanidade e de nossa civilização como a conhecemos. Eles sobrevivem dentro de um enorme trem, todo aparelhado para substituir o planeta Terra (daí já podemos imaginar a estrutura), idealizado por um grande homem, papel de Ed Harris (“Noite Sem Fim”).

Grupo estranho com gente esquisita. Estes são os personagens de "Expresso do Amanhã".

O veículo segue em constante movimento, passando pelo que restou do planeta congelado em seus trilhos e completando uma volta ao redor do mundo por ano. Apesar da grande mudança estrutural, nossa sociedade evoluiu pouco e continua segmentada por diferentes classes sociais, apontadas de forma feroz pela obra. Os ricos e privilegiados vivem na parte da frente do trem, continuando com o estilo de vida que possuíam antes da catástrofe. Os pobres ficam amontoados na parte traseira do veículo, sem grande perspectiva de vida e totalmente controlados pelos mandos e desmandos dos poderosos.

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Por esta premissa, dá para perceber que a obra produzida por Park Chan-wook (diretor do cult “Oldboy”), baseada na graphic novel francesa “Le Tranperceneige” e dirigida e adaptada por Bong Joon Ho (“O Hospedeiro” e “Mother – A Busca Pela Verdade”), não pega leve nas analogias políticas e sociais. Pelo contrário, a obra as destaca fortemente, fazendo girar a trama com as indignações exaltadas que aceleram até se transformarem em motim.

A camaleônica Tilda Swinton em mais uma performance deliciosamente bizarra e caricata.

Você pode perguntar, eu já não vi isso em “Elysium” (2013)? Sim, é verdade, mas aqui a coisa funciona da maneira devida. Existem muitos questionamentos, e a obra não prioriza somente a ação. Enquanto “Elysium” apresentava uma boa premissa e desistia de desenvolvê-la e aprofundá-la, “Expresso do Amanhã” continua em constante evolução até seu desfecho, sem esquecer que no meio tempo precisa também contar uma história.

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"Eu não sou o Capitão América". Chris Evans, como o protagonista, prova que pode ser bem mais do que apenas o herói da Marvel.

O cineasta Joon Ho filma com maestria. Em muitos momentos sentimos toda a atmosfera do cinema asiático em sua glória, principalmente na forma narrativa de conduzir uma história. A produção em si é igualmente magnífica, os grandes cenários que compõem a direção de arte saltam aos olhos. Todo pequeno detalhe é minimamente pensado e funciona de forma majestosa e orgânica. As atuações igualmente são precisas.

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Chris Evans (“Vingadores: Era de Ultron”) se mostra eficiente como protagonista, e dentre tantos rostos conhecidos no elenco vale destacar Song Kang Ho (“Sede de Sangue”), Ko Asung (“O Hospedeiro”) e Tilda Swinton (“O Grande Hotel Budapeste”) em mais um desempenho chamativo e caricato.  “Expresso do Amanhã” também aposta em tais personagens e na caricatura. Assim como em algumas críticas sociais, aposta na sátira. Item que compartilha com o igualmente elogiado “Mad Max: Estrada da Fúria”.

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